Desenvolvimento de Educadores através da Inteligência Emocional

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Publicado em: 29/06/2018 17:50

Desenvolvimento de Educadores através da Inteligência Emocional

A importância do Autoconhecimento na Infância

Cerca de 60% das pessoas consultadas em uma pesquisa global do Instituto Gallup, não utilizam suas forças diariamente no trabalho. Isto está intimamente relacionado ao baixo nível de autoconhecimento: suas emoções, habilidades, talentos e forças.

Muitas pessoas, acima dos 33 anos de idade, me procuram com um problema em comum: estão à busca de algo que ainda não encontraram. São, em sua maioria, profissionais de anos de carreira que simplesmente perderam a vontade de trabalhar, não veem mais sentido nisso e não se sentem felizes de maneira geral. Há aí a perda da conexão com o que realmente importa para si. Fazer algo que se tenha vocação, traz realização que por consequência traz felicidade e por consequência afeta positivamente toda a vida do indivíduo. O contrário também é verdade.

Ao fazerem escolhas, estas pessoas normalmente as fazem baseadas em padrões de sucesso e comportamento que não são delas. Da escolha da profissão, ao parceiro (a) amoroso, existe uma distorção do que de fato a pessoa sente e quer, com o que ela percebe que queiram ver dela. Em geral, a aprovação dos pais está em primeiro lugar, quase que uma autoafirmação de que “sou capaz”, “tenho um relacionamento”, “tenho trabalho”, não “dependo deles”.

Estes padrões distorcidos, consigo mensurar e exemplificar por meus estudos e experiências:

Entre 10 pessoas ao fazerem escolhas, tomarem decisões importantes

=

8 se baseiam em padrões que não são delas

Os padrões de pensamentos e comportamentos são formados ainda na infância, através dos exemplos e dos padrões dos pais, em sua grande maioria. Comigo não foi diferente. Vivi por 15 anos em uma área totalmente contrária à de hoje. Fui feliz por períodos, tive uma carreira, mas com um padrão de sucesso muito aquém do que poderia ter. Descobri minha verdadeira vocação, missão de vida, justamente ao passar por um processo de Coaching, visto que terapias não desenvolveram o suficiente meu autoconhecimento.

Após este processo, com o estudo da Inteligência Emocional, percebi o que me motivou na escolha de minha primeira profissão: o padrão de sucesso que meus pais projetavam em relação a uma pessoa de minha família – chamamos isto de Mindset. Em resumo, nunca exerci um dia sequer da profissão em que me graduei. Atuei por uma vertente, mas que sempre me trazia uma sensação de fracasso.

As concepções usadas levam aos padrões que são repetidos, e se transformam em uma crença, a crença de que você deverá ser como aquela pessoa. Na fase adulta isto se torna o propulsor de tantos casos de fracasso.

O fracasso e a frustração, por sua vez, surgem quando não se atinge determinado objetivo ou patamar. Por isso, defendo que a própria criança seja capaz de detectar o seu padrão de sucesso, o que ela quer ser na vida, até mesmo sendo . Gerar a liberdade de ser, fazer e sentir é primordial.

O autoconhecimento, a autorresponsabilidade, a gratidão, a definição própria de sucesso, e o entendimento de que a felicidade não está no fim, mas no percurso, se fazem necessários, e é urgente. A longo prazo a falta destes aspectos torna o cenário desastroso: falta de sentido geral na vida, que traz a derradeira pergunta “O que foi que eu fiz?”

Em “The Top Five Regrets of The Dying”, de , vemos os 5 maiores arrependimentos de quem está no fim da vida:

Eu gostaria de não ter trabalhado tanto Eu queria ter tido mais contato com meus amigos Eu queria ter me permitido ser mais feliz Eu queria ter tido a coragem de expressar meu verdadeiro eu Eu queria ter vivido uma vida fiel aos meus sonhos Será que podemos dizer que à estas pessoas faltou a proximidade consigo mesmo? A conexão com o seu ser interior e com o que realmente importava? Faltou enxergar o ‘prazo final’ e aproveitar ao máximo o meio?

“Ao longo dos meus anos de trabalho, conheci muitas pessoas prontas para ir, prontas para morrer. Não por terem encontrado alguma paz final ou transcendência, mas porque tinham tanta repulsa pelo que suas vidas tinham se tornado… numa palavra, liquidada ou feia.” –

Estes são alguns pontos para doenças crônicas, físicas ou psicológicas. De vidas sem sentido. De arrependimentos.

A atitude de uma aluna – Jenny Hudak, de uma escola particular dos Estados Unidos, viralizou recentemente na web ao retribuir com carinho seu professor de cálculo por tolerar atrasos diários a sua aula. O que mais me chamou a atenção, foi o que levou Jenny a tomar tal atitude: “Nossa escola ensina a ‘’. Foi uma maneira de agradecer o meu professor por ser tão compreensivo”, explicou a jovem.

Precisamos de adultos com opinião própria, discernimento, senso crítico, analítico e acima de tudo, pessoas gratas, felizes e determinadas. Obs.: Pessoas felizes = mais saudáveis.

Os educadores, deverão ser capazes de gerar nas crianças a competência do autoconhecimento. Elas levarão para o resto de suas vidas esse aprendizado, de maneira permanente, tornando-se assim um padrão e proporcionando uma vida de realizações.

Existem 3 Níveis de Realização Humana:

NÍVEL Realização Resultado
1 Quando alguém diz ao indivíduo o que ele deve fazer 20%
2 Quando o líder o convence que aquilo é importante ser feito 30%
3 Quando o próprio indivíduo percebe o que há de ser feito 80%
  • Líder, entendido como nível de hierarquia: pais, professores, chefes – em qualquer momento da vida do indivíduo.

Assim, o uso da Inteligência Emocional permite ao Educador perceber seus alunos, suas emoções e reações ao mundo externo, os padrões que se desenvolvem e sobretudo, o caminhar do desenvolvimento da consciência social – empatia. Trabalhando os educadores (líderes) primeiramente, poderemos em um futuro bem próximo, permitir que as crianças de hoje se tornem jovens e adultos mais sábios, solidários, gratos e felizes.

É isto que proponho, acredito e sonho, o conhecimento das emoções para que: mais nenhuma criança no mundo tenha que passar os sofrimentos que passei na infância; mais nenhum jovem sofra qualquer tipo de discriminação ou exclusão na adolescência; e que nenhum adulto descubra tarde que está trilhando o caminho errado, porque em alguns casos, pode ser tarde demais.

Coach Fabi Granzotti

Fabi Granzotti é Coach formada e Membro da Sociedade Brasileira de Coaching, com certificação Internacional Leader as Coach – Professional & Personal Coach, e atua no campo do desenvolvimento humano há 3 anos.

Tem certificação Master Business Administration em Gestão Financeira e Controladora; é Bacharel em Ciências Contábeis, e atuou por 15 anos em Gestão Estratégica Financeira com Gerenciamento de Recursos Humanos.

Passou mais da metade de sua vida lutando contra a depressão e suas complicações.

Hoje luta para que mais nenhum ser humano sofra deste e outros maus de causa emocional.

Está escrevendo: o livro “Como ser feliz e influenciar pessoas – Os 4 passos para a liberdade”; o E-Book “A responsabilidade é toda sua! – 8 passos para o sucesso”; e tem ainda o projeto para o livro que considera o mais importante, sobre sua própria história de vida e de superação.

[1] https://www.ted.com/talks/emilie_wapnick_why_some_of_us_don_t_have_one_true_calling?language=pt-br

[2] BR – ‘Os cinco maiores arrependimentos de quem está morrendo’

[3] https://www.ted.com/talks/bj_miller_what_really_matters_at_the_end_of_life/transcript?language=pt-brA importância do Autoconhecimento na Infância

Fonte: http://www.aquiladesenvolvimento.com.br/blog/desenvolvimento-de-educadores-atraves-da-inteligencia-emocional/



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